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» » » » Suposta furada de fila em concurso será investigada em Resende

Denúncias apontam que com convocações não estariam sendo feitas por ordem de classificação

Foto: divulgação

Um concurso público realizado pela Prefeitura de Resende em 2016 para preencher cerca de 350 vagas em funções de natureza permanente vai parar na Justiça. É que a convocação, segundo denúncias de candidatos, não estaria obedecendo a ordem de classificação. Classificados no certame falam de uma suposta “convocação seletiva” e dizem que alguns aprovados nas primeiras colocações não teriam sido chamados. Além disso, o Ministério Público está de olho na “caneta nervosa” do prefeito Diogo Balieiro (foto), que já teria nomeado 600 pessoas em cargos comissionados, alguns deles para vagas destinadas aos concursados. Para esclarecer a situação o MP, através da Promotoria de Justiça da Tutela Coletiva local deu prazo de 30 dias a Balieiro para que ele apresente a relação de nomeados como comissionados que estejam em funções de provimento efetivo, especificamente as de procuradores, assessores jurídicos, psicólogos e farmacêuticos.
O comunicado do prazo dado pelo MP foi assinado no dia 31 de março pela promotora Glaucia Rodrigues, termina na próxima semana e ninguém da Prefeitura havia se manifestado sobre o assunto até o início da noite desta quinta-feira. Se a administração municipal vai ou não atender ao pedido do Ministério Público ou se até já o atendeu ninguém sabe dizer, pois um Termo de Ajuste de Conduta firmado no ano passado para acabar com o excesso de cargos comissionado e dar fim ao apadrinhamento político no ato de nomear não foi cumprido até hoje.
A homologação do concurso aberto através do Edital 003/2016 foi uma vitória dos candidatos classificados que tiveram de fazer manifestações e acionar o Ministério Público para conseguirem que o prefeito validasse o resultado final do certame e agora estão voltando à luta para conseguirem ser convocados. A primeira lista de chamada tem 170 aprovados, mas várias categorias foram ignoradas, exatamente porque há comissionados nas vagas. O MP recebeu dos denunciantes, por exemplo, informação de que menos duas psicólogas que ficaram no fim da fila de classificação já estão trabalhando. Uma delas, a que em 399º lugar no concurso foi nomeada para um cargo índice CC3 na Secretaria de Saúde e a 287ª classificada em um cargo CC1, na Secretaria de Serviços Públicos. Os denunciantes revelam ainda que para a área de Farmácia o concurso ofereceu seis vagas e o prefeito já contratou oito profissionais e entre eles há também quem não se classificou dentro do numero de vagas e até quem nem do concurso participou.
FONTE: ELIZEUPIRES.COM
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